Críticas dos leitores

Últimas

Amadeo

Não gostei

Maria Teresa Santos

Falta de argumento, não consegui vislumbrar a vida de Amadeu, filme feito de pedaços dos anos 1900. Cenas muito lentas…! Uffffff.

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Um Homem Chamado Otto

A sociedade no seu melhor

Paulo Costa

Uma personagem a fazer lembrar o Dr. Gregory House mas sem o humor cínico e corrosivo deste. Trata-se da estória de um homem que tenta morrer e dos vizinhos que não o deixam. O mesmo homem impaciente com esses mesmos vizinhos e que não esconde a irritação mas que quando precisam está lá. Um bom exercício para perceber que o anti-social de certas pessoas não é mais que uma forma de se protegerem a si mesmos e que viver em sociedade também tem os seus benefícios. Pelo meio critica uma nova geração que ao invés de agir, ajudar e fazer a diferença preocupa-se em filmar/fotografar para expor em redes sociais. Muito bons desempenhos dos atores e realização tranquila, sem inventar.

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Aftersun

4 estrelas

José Miguel Costa

"Aftersun", primeira longa-metragem realizada (e escrita) pela escocesa Charlotte Wells, é um melancólico drama semiautobiográfico (aparentemente) simples e contido/subtil sobre afectos, memórias (re)construidas do passado e do luto.

Nesta história com uma narrativa de contornos mínimos e uma sequência de "não-eventos" ("habitada" apenas por dois personagens), relatada num registo algo coming of age e de forma fragmentada (recorrendo a imagens captadas no passado por uma mini câmara portátil, bem como a contínuos flasbacks de lembranças - reais e imaginárias -, que se constituem como uma espécie de puzzle mental que teremos de "montar"), somos transportados até à década 1990 para acompanhar uma curta viagem a Torremolinos (Turquia) efectuada por um pai e a sua filha de 11 anos (sem grande relação entre si, dado esta última ter ficado a viver com a mãe após a separação dos progenitores).

É uma obra profundamente emotiva que se coíbe de exibir momentos de tensão (embora ela esteja omnipresente na nossa mente devido a pequenas "fagulhas" que vão sendo lenta e meticulosamente lançadas com extrema elegância/cuidado). Nada é invasivo ou explícito (aparentemente estamos apenas perante umas harmoniosas férias num hotel modesto), cabendo ao espectador a argúcia de intuir a riqueza da relação e o(s) estado(s) de alma da dupla de protagonistas (o enormeee Paul Mescal - que arrasa com a sua naturalidade - e a estreante Frankie Corlo - toda ela luz e leveza), esmiuçando ao pormenor os eventuais significados dos factos subentendidos e da linguagem não-verbal ou até das mensagens subliminares que se escondem nas "sombras e reflexos" das imagens (por vezes, deliberadamente "toscas") captadas pela câmara (já que a sensibilidade/empatia esmagadora dos diálogos pode "distrair-nos" do essencial). Nota ainda para a excelente banda sonora, que se afigura como um complemento da narrativa.

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Os Espíritos de Inisherin

3 estrelas

José Miguel Costa

O cineasta britânico Martin McDonag, que pulou para as luzes da ribalta com o magnifico "Três Cartazes à Beira da Estrada", retorna aos ecrãs de cinema com "Os Espíritos de Inisherin", uma intimista e dramática comédia negra sobre os limites da amizade (que subliminarmente pode ser percepcionada como uma alegoria à quase "eterna guerra civil" entre irlandeses). A história, que se desenrola no início da década de 1920 numa pequena e pacata ilha (fictícia) na Irlanda, tem como personagens centrais dois inseparáveis amigos de longa data, Pádraic e Colm (interpretados divinamente, por Colin Farrell e Brendan Gleeson, respectivamente), e passaremos a segui-los a partir do dia em que este último anuncia inesperadamente que a amizade entre ambos chegou ao fim, sem haver qualquer justificação plausível para tal tomada de posição (simplesmente havia deixado de gostar dele). Pádric não se conformou com essa decisão, pelo que, visivelmente deprimido, continuou humildemente a insistir numa reaproximação. Todavia, quanto mais tentou tanto piores as consequências (que culminarão numa espiral de conflitos). Independentemente do argumento (escrito pelo próprio McDonag) ser efectivamente original/bizarro e induzir tensão, também não é menos verdade que o mesmo revela-se algo "curto" (parece estar sempre a "bater na mesma tecla" sem desenvolvimentos narrativos significativos). Vou ainda mais longe (ao arrepio da opinião generalidade): não fosse a perícia com que capta a bucólica paisagem rural, bem como a química emanada das performances da dupla de protagonistas, atrevo-me a afirmar que estaríamos perante um descartável filme banal.

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BTS World Tour: Love Yourself in Seoul

Bts

Sara Rafaela Pinto Cardoso

Eu sou fã dos BTS.

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Os Espíritos de Inisherin

A ilha dos bons espíritos

Paulo Guerra

"Os Espíritos de Inisherin". Há lá uma burrinha que se chama Jenny. E um homem que quer ser Mozart. Com acção lenta e pachorrenta, como as brumas de Avalon, passada em 1923, numa Irlanda dividida já pela ira e pela guerra civil, numa ilha para lá de remota, vi esta noite, como se fosse uma prece, "Os Espíritos de Inisherin", um dos filmes mais falados deste ano. Acompanhamos a vida simples e sem enredo de dois amigos, Pádraic (Colin Farrell) e Colm (Brendan Gleeson), a partir do momento em que Colm põe inesperadamente fim à amizade. Porque sim. Porque acha que já não gosta dele. Porque quer agora preocupar-se em ser sublime e cultivar apenas conversas que possam conduzi-lo à eternidade, o que nunca conseguiria com os seus quotidianos e repetidos diálogos com o amigo «bronco» que apenas sabia falar de colheitas e sementeiras, papas de pequeno-almoço, madrugadas estafadas, da sua burra Jenny, do leite que precisava de distribuir... Quer ser lembrado como Mozart o foi, ele que compõe cantatas em violino frouxo. Numa aldeia maior que a vida, pois cabe nela o mundo inteiro, há o idiota que quer apaixonar-se pela irmã de Pádraic, o padre que pragueja e recebe recados nas confissões, a bisbilhoteira da loja que abre as cartas dos seus convivas, o polícia abusador e crápula, a velha assombrada que vomita presságios e mal ou bem olhados... Ali só se ouvem os tiros ao longe. Como se ali não houvesse guerra. Mas há-a. Entre os silêncios que não se aceitam, as mágoas que não se tecem, os livros que não se lêem. Há uma mulher que lê e por isso ninguém gosta dela. E há o desespero. De se estar só. De não se querer estar senão só. De se saber que, afinal, o nosso amigo não mais o quer ser. Como fugir da banalidade dos dias? Como enfrentar as estações sem cansaço no rosto? Porque decidimos cortar os nossos dedos e trocá-los pelo silêncio do nosso amigo? Porque ateámos fogo ao barracão do violinista como se fosse uma forma de perdão pelo seu desprezo? Porque é que Deus deixou de se interessar pela sorte dos burros miniaturas? Talvez tenha sido por isso que começaram os problemas da Santa Igreja (diz-se a dado trecho do filme). Tão próximos dos humanos. Tão longe dos humanos. A vida quer-se simples. O gosto pelas coisas simples aproxima-nos da divindade. Do bafo quente de Jenny, a burra insensata que pulula pela nossa casa como se fosse uma cria nossa. Da certeza de que a nossa dúvida existencial mais elementar é aquela que nos faz desejar uma chuva fria no rosto pela manhã, à hora em que nos mandam acender fogueiras no olhar dos outros. Dizem que aquela terra é erma, dura e maldita. Dizem que este tempo será um tempo abandonado por Deus. Mas não me parece que alguma vez tenha existido um tempo em que Deus se tivesse sentido realmente à vontade. Amei.

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Amadeo

Sem argumento

Maria da ConceiçãoGato

As expectativas do filme, vão por água a baixo nos primeiros 10 minutos. Não há argumento, não há fio condutor e não há pesquisa bem feita sobre a obra e as ideias do pintor, limitaram se a fazer uma análise biográfica, com foco na pandemia e no drama em volta de um tema já muito tratado. Que pena, o pintor merecia melhor, muito melhor.

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12 Homens em Fúria

12 homens em furia

Pedro Pinto da Silva

Um dos melhores filme da história do cinema. Simplesmente isso. Diálogos magistrais. Atuacões sensacionais.

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Luz da Minha Vida

Intimista e humanista

Cândida

Este drama pós-apocalitico é uma enternecedora história sobre o amor de um pai pela sua filha e os sacrifícios extremos a que ele se obriga. Um filme introspectivo, com uma bela fotografia, planos inspirados e excelentes interpretações.

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Amadeo

Bon courage

João André

É capaz de ser altura de Vicente Alves do Ó voltar a receber explicações do Vasco Câmara.

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