Azor - Nem Uma Palavra

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Drama 100 min 2021 M/12 21/04/2022

Título Original

Azor

Sinopse

Yvan de Wiel é um banqueiro suíço que chega com a mulher à Argentina na época da ditadura militar. O objectivo é substituir um colega que desapareceu sem deixar rasto. Habituado ao rigor do seu país, depressa se apercebe da estranha relação de promiscuidade que ocorre entre a banca e  os militares, os empresários e os diplomatas.
“Azor” (que na gíria bancária quer dizer “cuidado com o que dizes”) é um “thriller” político com realização e argumento de Andreas Fontana, que aqui se estreia na longa-metragem. PÚBLICO

Realizado por

Andreas Fontana

Elenco

Fabrizio Rongione, Carmen Iriondo, Stéphanie Cléau, Juan Trench

Críticas Ípsilon

Azor: uma estupenda estreia

Jorge Mourinha

A estupenda estreia de Andreas Fontana reinventa o thriller paranóico dos anos 70.

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Críticas dos leitores

4 estrelas

José Miguel Costa

"Azor - Nem Uma Palavra", primeira longa-metragem de ficção realizada por Andreas Fontana (fruto de uma co-produção suíça, francesa e argentina), é uma espécie de triller politico e de suspense sem "acção explicita" (esta apenas "surge" das conjecturas da nossa mente, em resultado de tudo aquilo que vamos conseguindo captar nas entrelinhas de um requintado argumento impregnado de simbolismos, "discursos não verbais", subterfúgios e ardilosas armadilhas, que se revelam gradualmente e de um modo quase impercetível e desconcertante). <br /> <br />A determinado momento do filme uma das suas personagens refere que, na giria dos banqueiros suiços, Azor significa: "Fique sempre calado. Cuidado com o que diz!". <br />E isso resume a essência da obra (que nos transporta até à década de 1980), ou seja, a explanação da dialética hipócrita/ignóbil existente entre a alta finança helvética (aqui representada por um snob banqueiro inexperiente e a sua metódica mulher, recém-chegados à Argentina) e todos os sinistros/"não recomendáveis" personagens endinheirados deste mundo (no caso em apreço as altas esferas da sociedade civil e militar ligadas à ditadura militar de Videla). <br /><br />Os vários intervenientes vão sendo apresentados através de uma narrativa estruturada em sequências independentes (que se abrem e fecham sobre si próprias), mas que no conjunto constituem um continuum coeso (no qual o elo de ligação são as várias negociatas efectuadas à margem da lei, que lesam os mesmos do costume ... o povo!). Todavia, estes são "analisados" com distanciamento, e sem diabolizações individualizadas, já que o que interessa é dissecar o(s) Sistema(s). <br /> <br />Em suma, Azor, devido à sua especificidade/complexidade, "primeiro estranha-se, depois entranha-se" (sobretudo algum tempo após abandonarmos a sala de cinema).

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