Ema

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Drama, Musical 107 min 2019 M/16 11/06/2020

Título Original

Ema

Sinopse

<div>Disponível na <a href="https://www.filmin.pt/filme/ema" target="_blank">Filmin</a><br /><br />Depois de um longo e penoso processo de adopção, Ema, uma bailarina de "reggaeton", e o seu marido, Gastón, ficam responsáveis por  cuidar de Polo, um menino órfão que nunca conheceu a estabilidade de uma família. A adaptação revela-se mais difícil do que imaginavam e algum tempo depois, Polo provoca um acidente que fere gravemente a irmã de Ema. Este incidente terrível deixa marcas e faz com que Ema tome a decisão de devolver a criança. Isso vai mudar radicalmente a forma como Ema e Gastón se vêem um ao outro, a si mesmos e ao mundo que os rodeia. </div><div>Estreado no Festival de Cinema de Veneza, este é o primeiro filme do chileno Pablo Larraín desde 2016 (o ano de "Neruda" e de "Jackie").  Com banda sonora criada por Nicolas Jaar, junta no elenco Mariana Di Girolamo, Cristián Suárez, Gael García Bernal, Paola Giannini e Santiago Cabrera, entre outros. PÚBLICO</div>

Realizado por

Pablo Larraín

Elenco

Santiago Cabrera, Mariana Di Girolamo, Paola Giannini, Gael García Bernal

Críticas Ípsilon

A vingança de uma mulher

Jorge Mourinha

O que fazer com uma mulher como Ema? Pablo Larraín faz um melodrama cerebral, molecular, de uma estranheza alienígena.

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Críticas dos leitores

Ema

Fernando Oliveira

Ema é bailarina e é casada com Gastón, o coreógrafo da companhia onde dança. Ele é doze anos mais velho. São responsáveis por uma situação terrível: devolveram uma criança que tinham adoptado depois desta ter incendiado e desfigurado o rosto de uma das irmãs de Ema. Depois disto o seu casamento entra em ruptura, com recriminações entre eles e o esmagador peso da reprovação dos outros. <br />Ema entra numa deriva física e emocional, com a cumplicidade das irmãs e de algumas amigas, e de um lança-chamas, vai incendiando coisas; e vai dançando os requebras sensuais do reggaetón. Inicia uma relação amorosa com a sua advogada do divórcio, e com um bombeiro e barman que apaga um dos fogos que ateou; até arranja uma namorada a Gastón. <br />Pablo Larraín estilhaça o tempo da narrativa, alucina as imagens que a contam, mas pouco a pouco percebemos que na deriva de Ema há um plano. Porque Ema gosta muito do filho que devolveu e quer que ele volte a ser seu, e esta história contada na cidade portuária de Valparaíso no Chile, entra assim nos terrenos do melodrama, de emoções excessivas, de amor e desejo. O filme acaba numa estranha família de seis pessoas… <br />É um olhar desconfortável sobre o peso das regras sociais, e como elas podem ser mais perversas, que a perversão delas. E tem uma interpretação à beira da vertigem de Mariana di Girolamo. <br />Perde o filme porque Larraín opta por se distanciar desta intensidade emocional, o seu olhar é frio e preso a uma ideia. Somos atraídos por Ema, mas repelidos pela forma como ela nos é contada. <br />(em "oceuoinfernoeodesejo.blogspot.pt")

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3 estrelas

José Miguel Costa

Após visionar as peliculas "Tony Manero", "No", "O Clube" (uma obra-prima), "Jackie" e "Neruda", não tive outro remédio que não passar considerar o chileno Pablo Larraín como um dos meus realizadores de eleição. Não é, portanto, de estranhar que a estreia da nova obra, "Ema", me induzisse especial entusiasmo. Todavia, desta vez não conseguiu arrebatar-me com o seu delirante melodrama (ou será mais apropriado "defini-lo" como filme performance?). Aliás, em boa verdade, até ao presente ainda não consigo ter uma opinião devidamente consolidada, tal o turbilhão de sentimentos antagónicos que tal ovni cinematográfico provoca. <br />Isto, porque apesar de "Ema" se revelar um quebra-cabeças quase indecifrável, fruto de uma epifânica narrativa em mosaico impregnada de significações (que apenas - quanto muito - poderemos "ler nas entrelinhas"), torna-se, igualmente, quase impossivel resistir à singularidade/artificialidade da sua atmosfera hipnótica e algo sexualizada. <br />De facto, a sua excelente fotografia (saturada de cores vibrantes/neon) e o ritmo frenético do reggaeton (imagine-se!) acaba por "enfeitiçar-nos". Tal como o magnetismo da anti-heroina, Maria Di Girolamo, que interpreta a personagem-título (uma bailarina cujo casamento com um coreografo - Gael Garcia Bernal - passa por uma crise profunda desde à data em que esta decidiu devolver a criança que haviam adoptado).

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