Onoda - 10 000 Noites na Selva

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Drama, Guerra 165 min 2021 M/16 03/03/2022

Título Original

Onoda, 10 000 Nuits dans la Jungle

Sinopse

Em 1944, Hiroo Onoda (1922-2014), oficial do Exército Imperial japonês, foi enviado à ilha de Lubang, nas Filipinas. A sua missão: fazer os possíveis, com os seus homens, para dificultar ataques inimigos à ilha. Obrigatório: que se mantivesse vivo. Proibido: que se rendesse. A promessa: haveriam de o resgatar custasse o que custasse. A maioria das tropas japonesas morreu entretanto ou foi capturada por forças americanas. Onoda e os seus homens esconderam-se na selva e o grupo foi-se extinguindo ao longo dos anos. Onoda acabou sozinho nas montanhas durante 29 anos, sem nunca ter sabido que a guerra acabara e que o Imperador se rendera. 
Realizado por Arthur Harari (“Diamant Noir”) e interpretado por Yuya Endo, um épico de guerra que esteve em competição no Festival de Cinema de Cannes. “Onoda - 10 000 Noites na Selva” foi nomeado para quatro Prémios César nas categorias de melhor filme, realização, argumento original (Arthur Harari, Vincent Poymiro) e fotografia (Tom Harari). PÚBLICO

Realizado por

Arthur Harari

Elenco

Yûya Matsuura, Kanji Tsuda, Tetsuya Chiba, Yûya Endô

Críticas Ípsilon

O último homem da guerra

Vasco Câmara

Estupendo filme. A história, verídica, do japonês que esteve 30 anos na selva inventando, como um espectador perante um ecrã, o seu mundo: que a II Guerra continuava.

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Críticas dos leitores

3 estrelas

José Miguel Costa

O filme "Onoda - 10000 Mil Noites na Selva", uma coprodução entre a França/Itália/Alemanha/Bélgica/Japão/Camboja sob a direcção do gaulês Arthur Harari, é um épico de guerra baseado na história verídica de um oficial do exército imperial japonês que, no decorrer da segunda guerra mundial, foi enviado, conjuntamente com um pequeno grupo de soldados a seu comando, para uma recôndita ilha das Filipinas com o objectivo de protegê-la de eventuais ataques dos americanos. Gradualmente estes foram perecendo, por múltiplos motivos, até restar um único individuo, que se embrenhou na selva. Aí sobreviveu, em condições deploráveis, durante 29 anos, na esperança de um resgaste por parte dos seus conterrâneos, recusando-se a acreditar no término do conflito.

O cineasta, fazendo uso de um austero formalismo (que se revela, simultaneamente, a sua maior virtude e fraqueza), foca-se exclusivamento no isolamento do paranóico protagonista neste seu diminuto mundo selvagem e na dissecação pormenorizada (que se estende ao longo de 165 minutos) do seu perfil psicológico, abdicando de fornecer-nos quaisquer contextos/visões externas e/ou contemporâneas.
Um daqueles casos em que a realidade supera a ficção.

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